Product Design · UX Research · UX/UI · Design System · Data Visualization
Meu papel: Product Designer
Atuação: Discovery → Research → UX → UI → Validação
Parceria: Produto · Tecnologia · Negócio
O desafio
O Centro de Inteligência da VLI concentra informações importantes para a operação da empresa, atendendo diferentes perfis e necessidades dentro de um contexto operacional complexo.
O desafio era evoluir essa experiência tornando as informações mais claras, acessíveis e úteis para a tomada de decisão, sem perder a profundidade necessária para a operação.
Resultado
O trabalho contribuiu para uma plataforma mais escalável, consistente e preparada para evoluir.
Além da entrega de novas funcionalidades, a organização do Design System facilitou a criação de novas soluções e aproximou Design e Desenvolvimento, tornando o processo mais eficiente. As melhorias também contribuíram para o aumento da utilização da plataforma e para uma maior capacidade de entrega dos OKRs.
Como consequência, o trabalho de Design ganhou maior reconhecimento interno e passou a ser percebido como um agente de evolução do produto, e não apenas como uma etapa de execução das interfaces.
A VLI possui uma operação complexa, envolvendo diferentes áreas, perfis profissionais e grandes volumes de informação.
Nesse cenário, o Centro de Inteligência funciona como uma camada importante para acompanhar indicadores, consultar informações e apoiar decisões operacionais.
Porém, a complexidade do negócio também se refletia na experiência digital.
Informações importantes estavam distribuídas em diferentes pontos da plataforma, tornando algumas tarefas mais difíceis de compreender e executar.
Como podemos tornar informações operacionais complexas mais fáceis de encontrar, compreender e utilizar de uma forma que atenda todas as necessidade de áreas diferentes?
01 — Discovery
Entendimento do contexto e alinhamento com stakeholders
02 — Research
Entrevistas e investigação das necessidades dos usuários
03 — UX
Jornadas, fluxos e arquitetura das informações
04 — UI
Interfaces, componentes e visualização de dados
05 — Validação
Protótipos, testes e iterações
06 — Design System
Componentização, padrões e documentação
Antes de pensar na interface, busquei entender como as informações eram utilizadas na rotina dos usuários e quais dificuldades apareciam ao longo desse processo.
Conduzi conversas com stakeholders e usuários para compreender:
quais informações eram mais importantes para cada perfil;
como as decisões eram tomadas;
quais tarefas eram mais frequentes;
onde existiam dificuldades ou retrabalho;
quais informações precisavam de maior destaque.
O objetivo não era apenas entender o que os usuários queriam, mas descobrir quais problemas realmente precisavam ser resolvidos.
01 — Excesso de informação
A quantidade de dados disponíveis dificultava identificar rapidamente o que era relevante.
02 — Diferentes necessidades
Cada perfil utilizava a plataforma com objetivos e prioridades diferentes.
03 — Busca por contexto
Os usuários não precisavam apenas visualizar dados; precisavam compreender o que aqueles dados significavam para sua operação.
04 — Navegação complexa
Encontrar determinadas informações exigia percorrer diferentes partes da experiência.
A partir dos insights da pesquisa, mapeei a jornada para identificar os principais momentos de interação com a plataforma.
O mapeamento ajudou a visualizar onde o usuário precisava:
Encontrar → compreender → comparar → decidir
e onde existiam maiores pontos de fricção.
A partir disso, conseguimos definir quais etapas deveriam ser simplificadas e quais informações precisavam ganhar maior protagonismo na interface.
A solução precisava apresentar muitos dados sem transformar a interface em uma parede de informações.
Por isso, priorizamos hierarquia e contexto, permitindo que o usuário identificasse primeiro o que era mais relevante e aprofundasse quando necessário.
Não bastava apresentar indicadores.
A informação precisava ajudar o usuário a entender o cenário e tomar uma decisão.
A visualização de dados passou a considerar contexto, comparação e prioridade.
Com diferentes fluxos e necessidades, manter consistência visual era essencial.
A criação e organização de componentes permitiu estabelecer padrões reutilizáveis e facilitar a evolução da plataforma.
O objetivo não era remover a complexidade do negócio.
Era organizar essa complexidade para que o usuário não precisasse carregá-la sozinho.
Escalando a experiência através do Design System
Com a evolução do produto, também atuei na construção e organização de um Design System do produto, altamente escalavel, realizando o levantamento dos componentes existentes, definição de padrões, documentação e criação de estruturas reutilizáveis no Figma.
O objetivo era garantir consistência visual e comportamental, além de facilitar a colaboração entre Design e Desenvolvimento.
Os protótipos foram utilizados em testes de usabilidade para observar como os usuários realizavam as tarefas, identificar dificuldades e validar se a solução respondia aos problemas encontrados durante o discovery.
Criação de um ChatBot de IA para facilitar o acesso dos usuários do CI (Centro de Inteligência) a informações e indicadores, reduzindo a necessidade de navegação por múltiplas telas e otimizando o tempo de resposta para dúvidas operacionais. A ideia é implementar um ChatBot com identidade própria, integrado ao CI, para responder dúvidas e consultas dos usuários de forma rápida e objetiva.
Atuei, enquanto product designer, na condução de discovery da funcionalidade, condução de entrevistas. Ilustração do personagem e prototipação do ChatBot
O personagem foi criado para ser a personificação daquele funcionário expert da VLI, que entende tudo sobre o CI e conhece a fundo os processos, indicadores e desafios do negócio. Ele representa o colaborador que já viveu de perto as rotinas da operação, domina as regras de negócio e está sempre pronto para compartilhar seu conhecimento de forma clara, acessível e acolhedora. Com esse perfil, ele está preparado para auxiliar o usuário em qualquer situação do dia a dia, seja tirando dúvidas, explicando funcionalidades ou dando dicas práticas, tornando o CI mais fácil, produtivo e próximo de quem realmente faz a VLI acontecer.
A ideia é representar um robô maquinista.
A atuação em UX/UI, jornadas, fluxos e Design System contribuiu para uma evolução significativa na experiência do Centro de Inteligência, tornando os processos mais claros, consistentes e eficientes para os usuários. As melhorias foram acompanhadas por métricas de experiência e produto, permitindo avaliar a evolução das soluções e orientar novas decisões de design.
Além dos ganhos para a experiência, a estruturação do Design System contribuiu para maior consistência entre as interfaces.
O projeto reforçou o papel do Design como elo entre usuários, negócio e tecnologia, utilizando dados e validações para transformar problemas complexos em experiências mais eficientes e orientadas a resultados.
Projetar para um contexto operacional complexo me mostrou que simplificar não significa necessariamente reduzir informações.
Significa entender o que é importante, para quem, em qual momento e para qual decisão.
Também reforçou a importância de aproximar Design, Produto, Tecnologia e negócio desde o início — principalmente quando estamos trabalhando em produtos vivos, com regras complexas e diferentes perfis de usuários.
No fim, o desafio não era criar uma interface mais bonita. Era tornar a complexidade do negócio mais fácil de navegar.